Em pequenas empresas, é comum que a conta bancária da empresa pague despesas da casa e que o cartão pessoal pague fornecedores. No dia a dia parece prático. No fechamento do mês, torna impossível responder a uma pergunta básica: o negócio deu lucro?
O que se perde quando as contas se misturam
- O resultado real. Despesas pessoais lançadas como da empresa reduzem o lucro aparente; despesas da empresa pagas pelo sócio somem dos números.
- O caixa para os compromissos. Retiradas sem critério consomem o dinheiro que deveria estar reservado para tributos, encargos, 13º e férias.
- A base para decidir. Preço, investimento e crédito dependem de números confiáveis.
- A segurança jurídica. A separação entre o patrimônio da empresa e o dos sócios é um dos fundamentos da sociedade. Misturá-los enfraquece essa separação.
Como fazer a separação
- Contas próprias. Uma conta bancária para a empresa, usada só para receitas e despesas do negócio.
- Pró-labore. Uma remuneração mensal definida para os sócios que trabalham na empresa, paga pela folha, com os encargos correspondentes.
- Distribuição de lucros. Retiradas adicionais feitas com base no resultado apurado pela contabilidade, e não pela sobra de caixa do dia.
- Reembolsos documentados. Se o sócio pagar uma despesa da empresa, o reembolso é feito com o comprovante.
Uma empresa fatura bem no fim do ano e os sócios aumentam as retiradas. Em janeiro, chegam os tributos sobre o faturamento de dezembro e o caixa não cobre. Com o fluxo de caixa projetado e as provisões mensais, a retirada de dezembro seria definida já descontando esses compromissos.
Por onde começar
Comece abrindo a conta da empresa, se ainda não existir, e listando as despesas recorrentes de cada lado. Em seguida, defina o pró-labore e um calendário de distribuição de lucros com o contador.
Fontes
Conteúdo informativo, conforme a legislação vigente na data de atualização. Não substitui a análise da situação específica da sua empresa.